sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Mãe de amigo meu para mim é homem

O que você vê na figura uma moça ou uma velha? Eu vejo um ótimo partido.

Hoje resolvi contar uma história verídica. Segunda passada estava com a cabeça um tanto que transtornada devido o excesso de informações recebidas no final de semana. Foi quando amigos me ligaram dizendo que iam para uma balada country muito conhecida em São Paulo chamada Coração Sertanejo. Nem pensei muito, não me importei se trabalharia no dia seguinte e resolvi ir.

Ao chegar ao recinto completamente lotado, como bom CSEP e com uma vontade louca de achar um lugar para amarrar meu burro (essa frase é da minha mãe,rs) acionei meu radar à procura de mulheres que se enquadram no padrão de qualidade Pegoraro®, mas infelizmente aquela não parecia uma boa noite. Mesmo tendo um grande público feminino, em alguns setores do local parecia mais que o “Coração” estava com o colesterol alto devido o número de pessoas do fã-clube do Mcdonalds. Não era aquela gordurinha gostosa de morder que algumas meninas possuem, estou falando de obesidade mórbida.

Conseguimos uma mesa e resolvi então beber um pouco, e receber cantadas que não me chamaram muita a atenção. Foi quando ali na minha frente vi um lindo corpo, parecia até uma miragem e não era a ação do embelezador etílico, pois havia tomado apenas 3 latas de cerveja. Mas do meu ângulo de visão não conseguia ver o rosto. Meus olhos brilharam. Todos da mesa também visualizaram e ficamos esperando que a dona daquele corpo se virasse para vermos se vindo fosse tão interessante quanto indo. Então ela virou-se. E meus amigos de uma forma unânime olharam para ela e olharam para mim e falaram “é o seu número”, pelo simples detalhe dela aparentar ter entre 30 e 35 anos. Se você amigo leitor(a) não me conhece, terei que explicar que em vários grupos de amigos sou estereotipado como um grande apreciador de mulheres mais experientes, que resulta em apelidos carinhosos como naftalina, lobo-mau (comeu a vovozinha), Loverboy da 3ª idade e outros mais chulos que não colocarei nesse blog.

Só faltava coragem para chegar, ainda não estou 100% readaptado à vida de solteiro, então fiz aquilo que qualquer um faria nessa hora, chamei o garçom e pedi mais cervejas para a mesa.

Enquanto eu esquematizava em minha mente a forma de ataque, via alguns outros exércitos que também notaram a presença daquele pedaço de mau caminho sendo alvejados pelo “não” daquela boca maravilhosa, ou como dizemos nas baladas sertanejas “levaram bota”. Isso me deixava feliz, porém mais apreensivo. Foi então que virei minha 10ª latinha de cerveja e resolvi ir à luta.

Chegando ao lado do campo a conquistar, e com a torcida dos amigos, falei um oi e lancei uma dessas cantadas baratas para ver a reação. Porém o retorno que tive me pegou até que desprevenido, a frase “eu pensava que você nunca viesse conversar comigo” me deixou com certa gagueira, mas logo fui salvo pela dupla que tocava naquela noite, que lançaram uma releitura de uma música romântica de Bruno e Marrone. A tirei pra dançar e depois disso meu amigo(a) leitor (a) não tem mais o que fazer.

Após longos beijos e apertos sentamos em uma mesa e fomos conversar. No meio da conversa tive a cara de pau de perguntar a idade de minha nova amiga, e ela respondeu “adivinha quanto?”, chutei uns 32. E ela me lançou essa “errou feio”. Na hora gelei.

“Então quantos anos você tem?” respondi em seguida, e ela levantando 4 dedos da mão me falou “40”. Meio assustado ainda perguntei “você é casada?” e ela disse “separada, mas tenho filhos”, outro susto, “mas quantos filhos?” retruquei, e ela na tranqüilidade levantou novamente os 4 dedos da mão. Não precisou falar nada. Aí lancei “nossa você não perdeu tempo hein!!” e ela “é que eu engravidei muito nova, com 14 anos”. Naquela hora meu tico e teco debilitados pelo sono e pelas cervejas começaram a calcular que nem loucos. Pense Pegoraro, quanto é 40-14?, depois de alguns minutos pensando falei em um tom assombrado “Meu Deus! Seu filho tem a minha idade”.

Caros amigos o que tiramos de exemplo nessa história: Não deixem suas avós e tias perto de mim, pois não me responsabilizo. Só não falo em mães, pois adaptei um antigo ditado popular para a minha pessoa: “Mãe de amigo meu para mim é homem”.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Conto-Estória-Mangá-Novela - Cap. 6


Neste momento a linha do ramal da CPTM finalmente abre uma entrada e os transporta para outro lugar.

Nossos heróis acordam em um lugar diferente muito estranho, e com roupas de Funkeiros.

_O que aconteceu.? Que lugar é este? e estas roupas...- pergunta Lucas

_ Vc's estão num novo mundo, totalmente diferente de tudo o que conhecem e estão assim para assumir novas identidades e passarem despercebidos, sem serem assaltados. Aqui é Zi-On-Sasco.

_ Vamos ao treinamento.

Neste momento, "NEW" e "OLD" percebem não terem conectores nas nucas, como já tinham visto em um filme parecido com o que estavam vivendo. E perguntam sobre como absorveriam tanto conhecimento.

_ Aqui nós baixamos todas as informações importantes da internet, imprimimos e colocamos esta capa de "Trabalho Escolar". Depois é só fingir que leu e está tudo resolvido.- Diz Régis

_Bem vejamos - continua - Programa de Artes marciais...programas básicos de sobrevivência..., treinamento em armas pesadas...Posições Sexuais do Kama Sutra e Sexo Tântrico...Ah..Este aqui. ! As 2000 melhores piadas de pontinhos e loiras

Já em Zi-On-Saco , New está louco pra testar seus novos poderes. Old, também se prepara, pra soltar uma piadinha, quando da porta da cabine, ouve uma voz que grita:

_ Corta!

Eles olham em volta assustados, as luzes se acendem. E descobrem que na verdade Zi-On-Sasco é apenas mais um cenário do Projak. Vem alguem, tira o sobretudo de Lucas e põe um pouco de pó no rosto de Edson, também assustado. Aproxima-se um homem com script nas mãos, dizendo que erraram algumas falas.

_ Vc's tem de ser mais convincentes.. suas mãos, os olhares, deveriam mostrar mais sensualidade e desejo e sem esquecer de que devem salvar o mundo ao mesmo tempo.

_ O que é isso? Pergunta Lucas.

_ Quem são vc's? O que estão fazendo aqui? Pegunta Edson.

_ Vc's enlouqueceram? Vamos ter de repetir as cenas desde quando vc's acordam. Sei que estão cansados, mas.

_Estamos cansados, sim. Saiam todos daqui..Quero testar meus poderes. Isso tudo é mentira.

Todos da equipe ficam estarrecidos.

- O que esta acontecendo com vc's. Estão achando que toda esta estória de S.B.N. etc era verdade? Estamos trabalhando..Deve ser estafa...- Diz Talita perplexa.

- Estafa coisa nenhuma! Estamos em Zi-On-Sasco. Nós somos os escolhidos. Nós somos uma sociedade secreta e unida e vamos continuar assim.

Bom. Bom. Mas vc precisa ser mais convincente. Vc acha que é o escolhido, e depois descobre que na verdade é tudo um filme.Acha que estão ficando loucos. Não entendem nada..

_Nós somos escolhidos..não me venham com esta. Isto tudo só pode ser uma alucinação..Um filme dentro de outro? Saim!!Saiam.Queremos tomar maisbreja em paz. Pelo amor de Deus. Querem nos deixar em paz.?!

_ Isto, isto mesmo..Está ótimo. saiu um pouquinho do script mas está ótimo. Mas espere que comecemos à filmar. Volte pra sua marca. Atenção, luzes!

_Que luzes?! Que script Grita Edson, agarrando no pescoço do diretor. - Ninguem nos dirige! falamos nossa próprias falas... Não somos personagem nenhum.

Lucas também vai pra cima do homem. Os três rolam no chão. Nisto ouve-se uma voz que grita:

_ Corta!

E ouve-se outro grito, ou melhor gritos. Gritos histéricos de jovens lolitas (não confundir com Talita( que invadem o estúdio. Elas estão com faixas exaltando nossos heróis e fotos e revistas semanais falando sobre Edson e Lucas. e todos os seus personagens.

Elas estão histéricas e incontroláveis e só tem um objetivo:

Seus idolos..

Ainda houveram tentativas de reação, para se evitar o pior, mas de alguma forma, isto estava escrito, era pra acontecer.

Elas arrancam suas roupas, tiram mechas de seus cabelos e pele. Nossos guerreiros nada podem fazer. Elas são muitas. Que os levam sequestrados, e sem pedido de resgate.

A sociedade estava desmembrada.

Nunca mais se ouviu falar de Lucas e Peroraro...Nunca mais se ouviu falar de S.B.N.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Eu queria parar...

17:45.
Năo se sabe como, e nem porque a vontade começa a bater.

Ela finge que năo está sentindo isso, que a vontade năo existe e continua a trabalhar nos últimos 15 minutos que lhe restam do seu dia de serviço. Mas só de pensar nisso, ela já năo se contem. Ela pensa nisso mais e mais, a vontade vai ficando cada vez maior.


Ela saí para tomar um copo d'agua. Ela fuma um cigarro. Mas o cigarro faz com que seu desejo se torne maior ainda. Ela volta a sua mesa, vê mensagens de email, vê se alguém mais postou em seu flog.

18:15.

Ela se atrasa propositalmente para sair do serviço, porque, no seu íntimo, ela tem a certeza que assim que pusesse seus pés para fora na rua, ela iria em busca do que tem desejo.

Năo, năo, de novo năo! Ela pensa. Como pode ser tăo fraca? Como pode estar sentindo isso de novo?

Ela jurou que no sábado seria a última vez que ela faria isso. A última vez da semana, do ano, da década, do século! Ela sente que ela mesmo se sabota quando faz isso, o que faz com que se lembre dos versos de 'Sabotagem' dos Mutantes, mas na voz de Cássia Eller.

"Sabotagem....Eu quero se você se....Top, top, top, top, top...". Ela vai cantarolando isso no caminho, enquanto seus pés, quase que automaticamente, já se encaminham para lá.

Agora ela já está arrebatada pelo seu desejo, ela se sente fraca quando faz isso, mas lá está ela novamente.

Ela olha ao seu redor, olha as pessoas que estăo aguardando pacientemente a mesma coisa que ela.

Será que elas foram indagadas por tudo isso também? Será que a culpa as corroí por dentro como quando ela faz isso? Ela năo quer ser como aquelas pessoas, năo, năo quer!

Chega a sua vez e ela finalmente diz, com os lábios cobertos de desejo e lascívia:


- Me dá um nº 1 com suco de maracujá!

domingo, 7 de janeiro de 2007

Um dia na vida de um típico osasquense – Parte 01


Esse é um texto que conta a história de Cleverson, um típico osasquense sonhador e trabalhador que encontra nos simples detalhes da vida a felicidade.





Sexta-feira, 05 de janeiro de 2007



Lá estou eu numa praia paradisíaca acompanhado de duas belas garotas e tomando meu whisky com água de coco, quando subitamente ouço um barulho irritante muito familiar vindo do céu, “maldito despertador de R$1,99”, mais uma vez ele surge para acabar com meus sonhos e me acordar para a realidade de mais um dia de trabalho. Para amenizar um pouco meu desapontamento logo me lembro que não é de todo mal, pois ainda moro em Osasco.



Levanto-me e calço minhas Havaianas e corro para o chuveiro, pois tenho poucos minutos para me preparar para o trabalho. No rápido banho ainda consigo tempo de me atrever a cantar “Festa no Apê” enquanto formo com a espuma do meu shampoo Colorama incríveis formatos em meu cabelo.



Enquanto tomo meu chocolate quente fico olhando pela janela, visualizando a beleza de meu bairro com os meus olhos scaneando de baixo para cima os morros. Logo noto a diversidade de formatos de casas e cores, predominando a tradicional cor de tijolo baiano sem rebocar, dando um charme a mais à região.



Ao sair de casa, como de costume, brinco com meu cachorro Tevez, um legítimo vira-lata que tive a grande sorte de encontrar na rua. “Como pode uma pessoa perder um cachorro com esse padrão de beleza: 8 cores, quase todos os dentes na boca e ainda um corpo esbelto que deixa à mostra suas delicadas costelas?”. Minha mãe, uma fanática corintiana, deu o triste nome ao coitado, apesar de que olhando suas características eu creio que coube como uma luva.



No caminho para o ponto de ônibus leio que mais 100 pessoas morrem no Bagdá em um jornal que cobre o corpo de mais uma vítima da falta de oportunidade na sociedade. Nessas horas eu penso “ainda bem que não moro no Iraque, não sei se conseguiria viver junto a tanta violência.”



No ponto de ônibus sempre aquela festa ao encontrar meus camaradas Boy, Peidorreras e o Gordo, grandes irmãos que conheci pela vida à fora. Ao embarcamos no ônibus praticamente vazio, onde dava até para levantar um dos braços, logo capto nos zum zum zum do ambiente as informações necessárias para meu dia-a-dia, já que não tenho muito tempo para assistir jornal. “Quer dizer que a Gretchen gravou um filme pornô?”, “Suzana Vieira levou uns chifres do marido”, “Tati Quebra-barraco é presa de novo”, entre outras notícias imprescindíveis.



Depois de 2hs de viagem chego ao meu destino, Largo da Batata em Pinheiros. Ainda bem que o Gordo arranjou esse trampo de vendedor bem perto de minha casa. Aqui estou junto a vários outros osasquenses que trabalham na região. Penso que com esse emprego vencerei na vida. Por enquanto ganho meu salário mínimo, mas espero um dia chegar a supervisor, aí com R$650,00 por mês já consigo juntar meus panos com o da minha namorada. Ah! Edvania, me lembro quando eu a vi pela primeira vez na Festa dos Nordestinos em Carapicuíba. Uma linda mulata com cabelos lisos “by chapinha”.



Meu trabalho até que é divertido, além de vender faço prospecção de clientes. Fico na porta de uma loja de confecções batendo palma e pedindo para as pessoas que passam na rua para subirem até a loja que fica na parte superior de um sobradinho.



O local onde trabalho é cercado de boa música graças aos nossos amigos Ceará e Marquinhos, que trabalham no mercado informal com uma barraquinha em frente à loja. Ficamos o dia inteiro ouvindo Aviões do Forró, Calcinha Preta e os pancadões.



Na hora do almoço é aquela bagunça, normalmente eu levo uma marmita, mas como hoje é Sexta-feira prefiro ir ao Tio do Churrasco. O Chicão vende um lanche de presença por apenas 1 real e ainda ganhamos um suco. De vez em quando encontramos algumas abelhas no copo, mas esses tipos de insetos são limpinhos.

Depois de 20 minutos de almoço preciso retornar à loja para encarar o 2º tempo dessa jornada.



Em breve a continuação da incrível história “Um dia na vida de um típico osasquense”.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Pensamentos do dia

"Seja engraçado e não apenas idiota, na dúvida,
escreva bêbado."

"Quando não souber o que escrever,
como eu aqui agora, não escreva."

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Conto-Estória-Mangá-Novela - Cap. 5

Depois de capturados nossos heróis são levados para um estranho lugar onde encontram estranhas pessoas.

-Quem são vocês?-diz Lucas para os dois estranhos.

-Meu nome é Cadu, mas me chamam de Morpheio, represento a sabedoria e a maturidade da Sociedade.

-Meu nome é Régis-diz o rapaz com um notebook em mãos.

-Queremos saber o que é SBN?-diz Edson

-Calma rapaz, para saber o que é a SBN vocês precisam fazer parte dela.- diz Morpheio

-Nós queremos fazer parte então. - diz Lucas não escondendo a imensa curiosidade.

-Vocês não sabem, mas estamos vigiando suas vidas há tempos. Na verdade nós que encomendamos esta investigação para que vocês chegassem até aqui.- diz Régis

-Vocês são os escolhidos.- diz Talita

- Escolhidos? Escolhidos para que?- diz Edson

- Vocês possuem todas as características necessárias para serem um de nós. - diz Morpheio

- E como nos descobriram? Pq nós?

-Fiz uma procura avançada na net usando de um método sofisticado chamado Google onde os descobri com seus nomes e características principais em um site de procura de relacionamentos chamado querocolo.com.br. -diz Régis o especialista em computação da Sociedade.

-J á que é assim queremos conhecer a SBN - diz Edson

-Muito bem rapazes, mas antes vocês precisam fazer parte dela, por isso eu lhes mostro estes dois copos.-diz Morpheio apontando para os copos sendo que em um possuía um líquido amarelo meio alaranjado e no outro um líquido branco.


-Mais o que é isso? O que representam?-diz Lucas

-No copo com líquido amarelo temos a fórmula da energia, da criatividade, da pureza dos pensamentos e das vontades. Ele é a fonte para vocês descobrirem a SBN. É a porta de entrada para um novo mundo. O chamamos por aqui de B.R.E.J.A (Bio Revigorador Energético dos Jovens Atuais).Caso tomem este líquido farão parte da SBN e descobrirão os segredos da sociedade.-Diz Morpheio com um olhar de Abujamra em Provocações.

- Interessante. - diz Edson

-Já no copo com líquido branco temos simplesmente Leite. Caso tomem “isto” podem ir pra casa e continuar suas vidinhas chatas com deveres e fazeres impostos pela sociedade comum.-Diz Fran com cara de nojo.

Os dois pensam, pensam, cochicham, contam piadas e por fim decidem.

- Queremos tomar B.R.E.J.A-Exclamam os detetives sem saberem das consequências deste ato.

Neste momento, enquanto nosso heróis tomam B.R.E.J.A. Morpheio que só aparece na sociedade em momentos especiais devido suas atividades paralelas pede para Régis para scanear uma linha de entrada para SBN.

Ouve-se então um barulho que lembra ser um modem de 56kb.

- Scaniei uma linha Morpheio, mas pelo barulho e linha cruzada parece ser mais um ramal da CPTM - diz Régis.

Continua...

Diário de um CSEP

Ainda estávamos em êxtase pós-coito, ou em outras palavras, ainda no clima litorâneo do Reveillon onde se valia a máxima do máximo (redundante?!) de abordagens visando o mínimo de foras possível, ou o mínimo de foras vergonhosos, o que já estaria de bom tamanho.

Chopp no Shopping (coisa de paulista mesmo), pagar contas depois dos possíveis exageros pré Natal-Ano Novo - fila. Um de cada vez, em cada caixa, pela coincidência do momento, eu CSEP 2*, não resisto e comento a meia voz para o CSEP 1 que estava ao meu lado:

_ Hum, pelo menos pegamos a caixa mais bonita.

_ Não entendi. - se indaga atrás do balcão, uma mulher aparentando seus 25 anos, loira, rosto levemente arredondado, olhos claros e enfim, bastante razoável.

_ Nada não...é uma coisa aqui entre eu e meu amigo.

Ela triste, talvez pela curiosidade, abaixa a cabeça recomeçando seu trabalho. Enaltecido pela situação, mas já prevendo a curiosidade, repito:

_ Eu comentei, que depois de toda essa fila, pelo menos pegamos a caixa mais bonita.

_ Ah..Obrigada. Vc também é o cliente mais bonito do dia. (O que considerando que já eram quase 22 hs, seria um baita elogio)

Fiquei sem palavras por não esperar tal retorno, e como num jogo de truco, para melhor ilustrar a situação, foi como se eu tivesse pedido TRUCO e ela sem pestanejar - PEÇO 6 LADRÃO!.
Eu ali, pensando no meu PicaFumo...talvez ela tivesse um Zapp , ou nada, mas o medo me fez recuar e nem ao menos pedir um telefone...

Saímos do caixa...resignação...Nunca mais a veríamos...Nada mais que um elogio ecoando e um nome conhecido pelo crachá...

Pensamento do dia: "Homem covarde não come mulher bonita."

* CSEP, por enquanto vou apenas adiantar que é um clube de solteiros.